Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 27/10/2020
Atualmente, discute-se em relação ao exponencial aumento nas tarifas sobre os livros e consequentemente, em seus valores de venda. Há que se considerar os desafios impostos pela inflação e a falta de iniciativa de apreciação aos livros, principalmente nas classes mais baixas, que veem o valor de um livro e devem escolher entre alimentação ou leitura. Esta realidade deve ser mudada rapidamente, pois, uma sociedade onde os livros não possuem a real importância que devem ter, segue em declínio contínuo, principalmente no aspecto social e corporativo.
Apesar de serem isentos de alguns impostos e tarifas, os livros continuam sendo de alto valor comercial, chegando até mesmo em mais de oitenta reais, e a perspectiva para o futuro quiçá é pior, visto que a reforma tributária dos livros está em pauta na Câmara dos Deputados, uma cobrança aos volumes uma alíquota de 12%, e o leitor sentiria esse aumento no ato da compra, aproximadamente 20% mais caro. Conforme pesquisa feita pela empresa Picodi, o número de brasileiros que não leem é de 31%, aproximadamente 651 mil pessoas, logo a comunicação e a interpretação de texto dessa parcela da sociedade destoa-se muitíssimo se comparada as pessoas que possuem hábitos de leitura sólidos.
Todavia, muitas das pessoas que não leem têm poder aquisitivo para comprar os livros, e não o fazem pela falta de iniciativa, porém, tampouco seja culpa deles, mas sim de um sistema educacional que falha quando se diz a respeito da leitura na infância, então sem crescerem em volta de livros ou revistas, obviamente não criam a prática de ler que é necessário para sua vida acadêmica. Quando na fase infantil, o contato com os livros estimula o desenvolvimento psicomotor, cognitivo e intelectual das crianças, além de ser um aliado no rendimento escolar, na fala e no vocabulário, segundo estudo da faculdade Educa Mais Brasil.
Em virtude do que foi mencionado, em busca de uma solução viável para os problemas apresentados, a união entre os ministérios da Educação e da Economia e as Secretarias Estaduais da Educação, com total empenho em mudar a realidade vivida pela maior parte dos brasileiros, uma mudança drástica no método didático, com ênfase nos momentos de leitura, incentivaria as pessoas a adquirirem o prazer de ler um livro. Mesmo com a inflação altíssima, a alíquota que deverá ser paga nos livros é completamente desnecessário, então essa reforma não deve prosseguir na Câmara dos Deputados, desse modo, o número de leitores aumentará, e assim o povo brasileiro irá superar os desafios para a criação de um hábito de leitura.