Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/10/2020
No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel Meminger que é veementemente transformada a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil hodierno, a prática da literacia não é amplamente apreciada, essa realidade apresenta diversos impasses, como principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses.
Entretanto, torna-se imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista a favor da educação, Malala. Sob tal viés, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, por consequência, as crianças que não leem possivelmente geram adultos que não manifestam gosto pela leitura.
Além disso, outro importante aspecto a ser enfrentado é uso excessivo dos meios tecnológicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” ratifica o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literacia, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na “internet”, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Logo, é substancial acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial.
Nesse sentido, infere-se que o Governo Federal — instância máxima do Poder Executivo — deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o fito de sanar os desafios para a prática da literacia no Brasil. Com isso, ajudando as crianças a terem o apto de ler desde cedo. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.