Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 26/10/2020
Mais de 60% da população brasileira considera a leitura uma fonte de conhecimento para a vida. É o que diz a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil 3”, realizada em 2011 pelo Instituto Pró-Livro. Porém, a mesma investigação chegou à conclusão de que o índice de penetração de leitores pelo País caiu em 5% desde o último levantamento, em 2007. Além disso, dados do Ministério da Educação de dezembro de 2014 mostram que um em cada quatro estudantes das redes públicas estaduais e municipais se encontra no nível mais baixo de avaliação do português.
A leitura desenvolve e aumenta o repertório geral, auxilia para que o indivíduo tenha senso crítico, amplia o vocabulário, estimula a criatividade e, finalmente, facilita a escrita. Mas ainda que carregue consigo um lado bom, é preciso tomar cuidado e selecionar bem o que se lê. A grande quantidade de informação disponível foi propiciada, principalmente, pelo avanço da tecnologia, em especial o da internet.
Além disso, outro grande problema do panorama da leitura e da escrita no País é a questão da interpretação. Alunos com 14 anos ainda têm dificuldades em identificar informações que estão tanto explícitas quanto implícitas em um texto. Este déficit transcende a disciplina de português e atinge matérias como matemática, no momento de interpretar enunciados-problema, e história, para compreender as relações entre os fatos.
Na busca pela melhoria do incentivo à leitura e escrita no País, há três perspectivas para as quais devemos tornar os nossos olhares: o governo, a escola e o próprio lar. Esses três constituem os principais pilares e não acontecem separadamente. Do poder público é preciso cobrar uma melhor administração dos recursos destinados a levar as pessoas a ler. No que diz respeito às funções da escola, é necessário que se construa uma autonomia dentro de cada uma. Em casa, é indispensável que haja material de leitura disponível, mas ressalta que quantidade nem sempre é qualidade. O importante é que, primeiramente, não se force o hábito de leitura na família como uma obrigação, mas sim como um prazer.