Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 28/10/2020
“Um bom livro faz a gente viver aventuras e ação” é um verso de uma das canções da cantora brasileira Xuxa Meneghel. Infelizmente, devido a questões relacionadas a problemas financeiros e à falta de incentivo nos meios familiar e educacional, o pensamento de Xuxa não tem sido valorizado no Brasil. Essa triste realidade restringe o hábito de ler a grande parte da população, bem como notifica um entrave para o desenvolvimento. Nessa visão, torna-se cabível a análise sobre os desafios para a prática da leitura, a fim de minimizá-los na sociedade brasileira.
Em primeiro plano, vale destacar a Guerra Fria, conflito ideológico do século XX do qual o capitalismo saiu como modo econômico vigente, como fomentadora dos impasses em pauta. Esse marco histórico possibilitou a ascensão econômica de várias nações ao redor do mundo. Entretanto, em países subdesenvolvidos como o Brasil, marcados por uma formação exploradora, a inflação monetária tornou-se comum. Nesse contexto, o preço dos livros passou a aumentar, fato que possibilitou dificuldades para a fabricação e, concomitantemente, para a venda desses produtos tão importantes. Dessa forma, segundo dado do site Diário do Nordeste, o Brasil perdeu cerca de 4,6 milhões de leitores entre 2015 e 2019, o que interfere, negativamente, na evolução social; um absurdo.
Outrossim, Voltaire, grande filósofo iluministas francês defendeu, em uma de suas colocações, que a leitura engrandece a alma. A reflexão desse autor pode ser colocada na atualidade em conjunto aos estudos científicos que comprovam a importância desse hábito para a formação de personalidade e para a construção de conhecimento. No entanto, esse costume deve ser cultivado desde a infância e, indubitavelmente, a formação familiar brasileira e o apego das escolas à simples exposição de conteúdos, são fatores estimulantes para a não efetivação dele. Afetados pelo forte fluxo laboral, os pais não têm tempo para incentivar a prática mencionada em seus filhos e, com o decadente sistema educacional, o acesso aos livros fica fragmentado; uma lástima.
Destarte, é imprescindível que medidas sejam tomadas para minimizar os impasses descritos, advindos de problemas financeiros e sociais. O Ministério da Educação deve, por intermédio das prefeituras, realizar a visita de profissionais capacitados, como professores, escritores e bibliotecários, às residências dos vários logradouros espalhados pelas cidades. Por meio do uso do transporte público e da distribuição de livretos, as pessoas serão levadas a frequentar livrarias e bibliotecas. Quiçá, tais ações solucionarão, gradualmente, os desafios financeiros, familiares e educacionais anteriormente citados, valorizando o pensamento de Xuxa e instigando, de tal forma, a prática da leitura no Brasil.