Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 27/10/2020

O poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade afirmava que “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade do hábito de leitura no Brasil, nota-se a necessidade de uma mudança, considerando a importância dos livros para a formação de um indivíduo.

Primeiramente, uma pesquisa realizada em 2015 pela agência NOP World concluiu que o Brasil ficou em 27° posição no ranking da leitura. Já em 2019, isso se reverteu, mudando sua posição para 8° (oitava). Nesse mesmo ano o MEC (Ministério da Educação) lançou o programa “Conta pra Mim”, que consiste em ajudar famílias a instituírem o hábito da leitura em casas e estimularem o desenvolvimento dos filhos.

Em consenso com o raciocínio anterior, torna-se importante mencionar que as pessoas passaram a ler e escrever mais após o advento das redes sociais, e há uma tendência de transformar os livros em digitais, conhecidos como e-books, que contribuem para a redução de papel e economia de recursos naturais. Nesse sentido, é interessante perceber que a internet estimula a leitura, porque exige busca em vários sites que trazem endereços adicionais para complementar a pesquisa.

Torna-se fundamental, portanto, ampliar o número de bibliotecas virtuais no Brasil, podendo ser criado programas pelo governo ou até mesmo por pessoas que se comprometam a isso, e promover a inclusão digital como forma de democratizar a informação.