Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/11/2020
Segundo os renascentistas, a idade média, também chamada de idade das trevas, foi um período marcado pela forte intervenção da igreja católica na formulação de conhecimento dos indivíduos, o qual por vezes, limitava o desenvolvimento da razão, através do impedimento da leitura. Hoje, no entanto, como os brasileiros vivem em um estado laico, eles têm livre arbítrio a escolhas de livros, porém devido a impasses econômicos, muitos cidadãos não tem acesso aos materiais. A partir desse viés, é válido discutir os desafios para a prática da leitura no Brasil contemporâneo.
É imprescindível, antes de tudo, ressaltar que a preocupação do governo em ter despesas com a oferta de políticas de livros, ocasiona um dos maiores desafios enfrentados pelos consumidores finais, os leitores. Nesse espectro, ao tomar como base o pensamento do economista britânico Arthur Lewis, a partir do qual “ A educação nunca foi despesa. É um investimento com retorno garantido ”, nota-se que investir em meios de obtenção de conhecimento, por exemplo, livros, possibilita ao país bons retornos. Dessa forma, se faz essencial oferecer políticas de livros eficientes e que incentive a prática da leitura.
Convém pontuar, ainda, que a prática de adoção de impostos sobre livros, gera falta de interesse na maior parte da população em adquirir os meios de obtenção de conhecimento. Tal questão pode ser justificada pelo fato de os altos preços nos livros desestimularem vários possíveis leitores, fazendo com que a prática da leitura se faça cada vez mais ausente no Brasil. Nesse contexto, destaca-se o século XVIII, conhecido por muitos estudiosos como sendo o século das luzes, que ao contrário da política de livros brasileira, incentivava ao máximo a prática da leitura para o desenvolvimento da razão e tendo inúmeros retornos, como o desenvolvimento de diversas correntes de pensamentos que estão presente no mundo atual.
Nota-se, portanto, que a questão dos desafios para a prática da leitura deve ser combatida. Para isso, é fundamental a maior participação do poder executivo com o ministério da educação, através do desenvolvimento de políticas que reduzam os preços dos livros, por meio da isenção de impostos, para assim, incentivar a prática da leitura entre os brasileiros. Além disso, deve ocorrer a formação de ONGs, utilizando da fácil disseminação de informações na internet e lutar pelo acesso a livros a classes desfavorecidas socialmente, fazendo com que o acesso a livros possa atingir um maior número de pessoas, independente da classe social.