Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 09/11/2020

O escritor Mário Quintana proferiu a seguinte sentença: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. Essa proposição evidencia um grave problema existente no hábito literário da sociedade brasileira. Isso porque, tendo em vista que os livros são fontes inesgotáveis de conhecimento e aprendizagem, torna-se chocante que a prática de leitura, principalmente, no Brasil tenha uma baixíssima taxa de adeptos. Assim sendo, faz-se relevante abordar os benefícios advindos do consumo literal, bem como os malefícios causados pela falta dessa prática.

Nesse contexto, torna-se pertinente discorrer sobre as consequências da escassez literária na vida dos cidadãos. Logo, pode-se observar o mercado de trabalho, visto que, nesse meio, pessoas com maior conhecimento - adquirido através de leitura - ocupam cargos mais altos e recebem melhores salários. Diante disso, fica evidente a importância dos livros para todos os indivíduos. Além disso, segundo Marx, inúmeros são os seres que vivem numa completa alienação, isto é, não entendem o que e porquê fazem determinadas ações, ou seja, tem uma mentalidade fechada, muito provavelmente em virtude da carência de fundamentos cognitivos. A fim de comprovar o que foi dito, basta analisar a frase dita pelo estadista americano Frederick Douglass: “Uma vez que você aprende a ler, será livre para sempre.” Esse raciocínio corrobora com a ideia de que o intelecto bloqueado associa-se com ausência de literaturas.

Ademais, transfigura-se essencial dissertar acerca dos proventos positivos decorrentes da exploração de exemplares. Imediatamente, é preciso citar a evolução mental adquirida após aprender a ler, já que o cérebro começa a ser exercitado e por conseguinte, inicia-se um desenvolvimento intelectivo exponencial. Para exemplificar o supracitado, deve-se examinar os pensadores da Grécia Antiga, já que eles estudavam minuciosamente as escritas dos seus antecessores e a partir delas iniciavam a construção de suas próprias teses e conceitos. Em adição ao exposto, é possível mencionar o escritor Peter Drucker e seu pensamento: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Perante essa concepção, a progressão intelectual através de leituras fortalece-se muito.

Frente às discussões apresentadas, é necessário um maior incentivo para as multidões iniciarem o costume de ler. Para isso acontecer, é dever das escolas criarem métodos e fornecerem palestras sobre a temática literária para os jovens, de modo que desperte nos estudantes a “sede” pela literatura, o que ocasionará uma propagação de um “novo vício nacional”, não só isso como também estar-se-á expandindo o horizonte cerebral e futurísticos das novas gerações que serão o amanhã de todos as nações. Além de evitar que a noção de Quintana faça-se presente na comunidade contemporânea.