Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 31/10/2020
O filme “A Bela e a Fera” conta a história de uma humilde camponesa francesa, e como ela se destacava em sua aldeia por ser mulher e uma leitora nata, fora dessa obra cinematográfica, ler é uma renomada fonte de conhecimento. A importância dessa prática vai do prazer pessoal do leitor à fonte de informação, embora, na atualidade, não seja devidamente valorizada no Brasil.
Em primeiro momento, é de suma notoriedade ressaltar a necessidade da leitura. Na antiguidade, ler era um privilégio da sociedade elitista, o acesso a educação era dado somente às famílias com alto poder aquisitivo. Os filhos da burguesia que sabiam ler, logo tornavam-se pensadores, e alguns que não faziam parte dessa classe, lutaram por esse direito, como o escritor brasileiro Cruz e Sousa que era negro, de uma classe social menos favorável e que influenciou as pessoas a apoiarem a luta antiescravista da época.
Ademais, pela falta de investimentos na educação brasileira, ler ainda é um privilégio cujo influência no aumento da desigualdade social e a sua linguagem erudita gera desinteresse e prejudica o entendimento para a população sem ensino completo. O Estado não proporciona um ensino de qualidade e o sistema educacional atual não influencia seus estudantes a lerem, gerando assim, uma alienação em massa.
Diante esses pespegos na atual sociedade brasileira, urge a necessidade do Ministério da Educação por meio de propagandas promoverem e influenciarem a leitura em todas as idades. Além disso, é dever do Estado garantir o acesso das pessoas de renda não favorável ao ensino gratuito de qualidade, com livros que façam o uso de uma linguagem clara.
Para que, enfim, seja valorizado a transformação que a leitura pode fazer, e assim como foi para a Bela, do filme infantil, e para o escritor brasileiro, Cruz e Sousa, uma fonte de informação, que ajuda a refletir e influencia a lutarem por causas sociais.