Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 29/10/2020
O poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade afirmava que “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.” Analisando o pensamento e relacionando à realidade do hábito de leitura no Brasil, nota-se a necessidade de uma mudança, considerando a importância dos livros para a formação de um indivíduo.
Primeiramente, com a globalização, os meios tecnológicos tornaram um caminho para o conhecimento, rápido e prático, deixando os livros em segundo plano. Com a ausência da leitura, as pessoas não aderem o conhecimento ético e social, e o aumento do vocabulário que é essencial para ingressar no mercado de trabalho. São inúmeras as pesquisas que comprovam que ler aumenta as conexões neurais, fazendo com que o cérebro funcione melhor.
É importante notar que as pessoas passaram a ler e escrever mais após o advento das redes sociais. Nesse sentido, é interessante perceber que a internet estimula a leitura, porque exige a busca em vários sites que trazem endereços adicionais para complementar a pesquisa. É bom acrescentar que em 2019 o Brasil contemplava o 8° lugar no ranking da leitura, segundo o estudo da agência NOP World. Nesse mesmo ano o MEC (Ministério da Educação) lançou o programa “Conta pra Mim”, que consiste em ajudar famílias a instituírem o hábito da leitura em casa e estimularem o desenvolvimento dos filhos, sendo uma ótima maneira de incentivar a leitura desde a infância.
Percebe-se, no entanto, que as crianças e jovens precisam do incentivo para sentirem sede da leitura, sendo pelo meio que todos mais usam atualmente, a internet. Dado exposto, é necessário ampliar o número de bibliotecas virtuais no Brasil, podendo ser criado programas pelo governo ou até mesmo por pessoas que se comprometam a isso, e promover a inclusão digital como forma de democratizar a informação.