Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 29/10/2020
De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de bibliotecas públicas para a sociedade. Entretanto, o não cumprimento dessa lei se torna evidente, visto que o aumento do imposto sobre os livros impossibilita muitos jovens de ler e apenas uma pequena porcentagem da população tem o hábito de ler. Torna-se simplório acreditar que a prática da leitura no Brasil não vem sendo negligenciado pelo Governo.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão do desafio de se haver o costume de ler e suas aplicações, esteja entre os fatores que atenuam o problema da falta de conhecimento sobre determinados temas no Brasil. Nesse contexto, é importante enfatizar que o problema do aumento do imposto sobre os livros, impossibilita muitos jovens de ler não vem sendo levado a sério pelo Governo, desse modo, tornando-se negligente com a população brasileira, dessarte, influenciando em comportamentos inadequados contra os brasileiros, sendo indispensável uma ação contra tais atos.
Além disso, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo e sim nossa ação frente a elas”, dessa maneira, faz-se mister, ainda, salientar que o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio de se ter apenas uma pequena porcentagem de leitores na sociedade, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de conhecimento sobre tal ato no corpo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, assim sendo, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. À vista disso, a plataforma digital Folha Uol, divulgou uma pesquisa sobre o motivo de não se haver tantas pessoas lendo no Brasil, o estudo mostra que cerca de 32% dos entrevistados disseram não terem tempo para ler, 28% por não gostar e os outros 40% por outros motivos, como, se sentir cansado ou não sabe ler, sendo uma ação que pode mudar rapidamente, pois nada é feito para durar, para ser “sólido”.
Destarte, entende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira. Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação -ramo do estado responsável pela formação civil- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre o hábito da leitura, de cunho obrigatório em função da sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que haja em busca de uma qualidade de vida melhor. Espera-se, com isso, que o Governo Federal possa contornar essas crises através dessas reações, para, assim, garantir o bem-estar e a segurança da população brasileira garantindo a ordem e o progresso.