Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Na obra “Utopia”, escrita por Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e conflitos. Porém, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os desafios para a prática da leitura no Brasil apresenta barreiras, que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto no que se refere ao incentivo familiar, quanto à interferência de outros interesses. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade. Primeiramente, é importante pontuar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista Malala a favor da educação. Diante disso, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como o desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, consequentemente, as crianças que não leem possivelmente serão adultos que não manifestam gosto pela leitura.
Ademais, outro importante aspecto a ser enfrentado é uso excessivo dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” ratifica o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literacia, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na internet, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Logo, é substancial acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial.
Portanto, medidas são necessárias para conter o avanço desse problema na sociedade brasileira. Com intuito de mitigar esse problema, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o fito de sanar os desafios para a prática da leitura no Brasil. Desse modo, atenuar-se-á o impacto nocivo desse problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.