Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/10/2020
Thomas Hobbes, grande filosofo, disse em um de seus estudos, que o conhecimento é o verdadeiro poder. Sob esse viés, um dos grandes aliados a tal, é a leitura, fazendo-se assim de grande importância para a formação intelectual do ser humano. No entanto, em razão do imediatismo e da falta de incentivo, o cenário de leitura no Brasil nos emerge para uma realidade preocupante da população, e precisa ser revertido.
Em primeiro plano, de acordo com dados da pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, em 2018, 44% da população não praticava o hábito da leitura. Nos dias atuais, a leitura se tornou obrigação para muitas pessoas, e a falta de incentivo por parte das escolas, familiares e governo constituem como um grande aliado desse problema. Além disso, a alfabetização no Brasil, em comparação a outras nações, é tardia e não gera uma cultura literária efetiva. Resultando em jovens leigos e ignorantes no que se diz respeito a pratica de leitura, ferramenta primordial para o conhecimento.
Ademais, Zygmunt Bauman defende que a sociedade está em pauta do imediatismo. Nessa perspectiva, em uma era digital em que celulares e redes sociais tomam conta do dia a dia da população, tirar uma parte do seu dia para fazer uma leitura, foi deixado para trás, e tornou-se um habito escasso. Um exemplo disso, é quando se opta em ver um filme baseado em alguma obra literária ao invés de lê – lá.
Em virtude dos fatos mencionados, é nítido, que no decorrer dos anos a prática da leitura tem se tornado cada vez mais incomum. Portanto, para que isso seja revertido, cabe ao governo brasileiro, juntamente ao MEC (Ministério da Educação), que invista em novas bibliotecas públicas e, também realizem a modernização desse habito, por meio de veículos digitais, como a criação de uma plataforma grátis para leitura, afim de acompanhar o desenvolvimento tecnológico e integrar a prática de leitura nele. A parti disso, poderá se consolidar uma geração com um maior conhecimento intelectual, e consequentemente, mais poderosa.