Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 30/10/2020
O segundo Mario Quintana, “o pior analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê”. Veridicamente, por séculos, a leitura representou único meio de se obter conhecimento. Porém, com ascensão da tecnologia os aparelhos eletrônicos vem substituindo os momentos de leitura. Além disso, no Brasil, o acesso aos livros é restrito, muitas cidades e escolas não mantem bibliotecas ativas. Visto que, é direito de todo cidadão acesso à educação, de acordo com a Constituição, e a leitura é parte importante no processo de aprendizagem, é necessário garantir o acesso de todos.
Nesse contexto, a escola tem papel indispensável no desenvolvimento de alunos. É fundamental, assegurar o acesso ao livro gratuitamente e desenvolver ações que incentivem a prática. Por conseguinte, de acordo com a pesquisa retratos da leitura no Brasil, desde 2010 é obrigatório por lei que todas as instituições de ensino devem dispor de uma biblioteca, no entanto, somente 1/3 das instituições públicas comportam espaço. Ademais, municípios como de Montenegro e Pareci Novo fecharam suas bibliotecas municipais pela falta de recursos. À vista disso, a disponibilidade fica incerta para aqueles sem condições de compra. Indiscutivelmente, é necessário garantir condições de leitura a todos os brasileiros, uma vez que, lendo desenvolve-se atenção, a concentração e a memória.
Outrossim, uso da tecnologia vem tomando espaço de tempo de ler. É comum entre os jovens a preferência por ver as redes sociais, ao invés de um livro. Diante disso, a pesquisa Retratos da leitura no Brasil, realizada pelo Ibope, Instituto de opinião pública estatística, mostrou que somente 56% dos brasileiros são leitores, leram ou estão lendo nos últimos três meses. Infelizmente, as crianças desde novas, pela falta de incentivo, relacionam as obras com provas e trabalhos, devido a cultura de obrigatoriedade nas escolas. Diante disso, deve-se incentivar crianças e jovens a lerem o que gostam e terem apreço a isso.
Portanto, antes que o problema se agrave, diminuindo ainda mais o número de leitores, é preciso intervir. Logo, cabe ao Ministério da Educação em conjunto com as instituições de ensino desenvolver espaços e métodos para o incentivo desde o início da vida escolar. Essa medida deve ser feita por meio da construção e remodelação das bibliotecas, com livros de todos os gêneros. Ademais, pode-se fomentar o interesse através de encontros com autores, clube de leitura e feiras literárias. Posto isso, todos terão acesso e por consequência mais leitores. Afinal, essa atividade é extrema importância para o progresso do ser humano, independente da idade.