Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 28/12/2020
Desde o momento em que Pedro Alves Cabral colocou os pés no Brasil, ficou decidido que sua função seria apenas para extrativismo, não tendo real necessidade de se viver em seu território por conta da diferença climática entre a capital e da aparente falta de riquezas materiais. Por conta dessa colonização conturbada, a educação brasileira ficou em segundo plano tanto no período imperial quanto na república, mesmo depois de conquistar sua independência, e a prática da leitura estava incluída dentro desse conjunto, formando assim um terreno fértil para a ignorância, sendo que a capacidade de senso crítico é extinta.
Para atestar realidade essa, segundo dados do instituto Pró Livro, 44% da população não lê e cerca de 16 milhões não tem essa habilidade, o que os torna vulneráveis a fontes de influência externa como as chamadas “Fake News”, ou seja, suas crenças são baseadas em citações nas redes sociais mal aprofundadas e por vezes ilógicas, por exemplo, nas eleições de 2018 o atual presidente Jair Bolsonaro utilizou dessa prática para conseguir votos e difundir suas ideias populistas sobre diminuir o crime, sendo que depois, o país mergulhou na violência. Nesse ínterim, a capacidade de leitura se torna importante não só para discernir os conteúdos e tomar decisões conscientes, mas também para entrar em contato com diversas outras culturas e entendê-las melhor, pois outra consequência dessa incapacidade é a intolerância cultural, na qual o nacionalismo e a xenofobia são alicerçadas.
Todavia, o povo desse país não valoriza seus costumes próprios em decorrência de não possuir meios para analizá-los devido ao ensino negligente que se instalou, sendo o cidadão o principal alvo da cultura de massa de outros países, na qual tradições são vendidas e a vítima perde sua identidade nacional. Outro aspecto a ser analizado é a falta de empenho do governo atual para erradicar certas tradições prejudiciais ao senso de igualdade de ensino, pois o nível escolar muito depende do quanto cada família pode pagar e não do quanto ao aluno se esforça, muitas vezes tendo que trabalhar muito cedo na vida, sendo a leitura mais uma vez colocada em segundo plano, e ao considerar a perpetuação dessa injustiça, o Ministério da Educação tem um longo caminho a percorrer.
Portanto, para quebrar esse ciclo, o orgão citado anteriormente deve criar um plano de investimento e propaganda por meio de veiculação digital e arrecadação voluntária para manter o costume da leitura vivo ao demonstrar sua importância. Um possível obstáculo para atingir esse objetivo é a forma como o poder aquisitivo é distribuída no país em questão, pois desvios de dinheiro devem ser combatidos pela fiscalização do Ministério da Justiça para garantir um conjunto de possibilidades fundamentais, como o acesso escolar, só assim o abto da leitura será conquistado.