Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 04/11/2020

A Constituição federal prevê um estado que assegure liberdade, igualdade e fraternidade entre todos. Análogo a isso, os desafios para a prática da leitura no Brasil quebram essa garantia seja por não promover o acesso a leitura para todos, seja pela falta de incentivos. Nesse sentido, convém a análise das consequências de tal postura negligente para a sociedade.

A priori, é fulcral pontuar que os impasses para estabelecer o hábito da leitura deriva, parcialmente, da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne, a criação de mecanismos que coíbam  tais recorrências, pois a fragmentação constitucional faz com que o costume de apreciar obras de literatura torne-se pouco frequente. Sob esse viés, esse fato, de acordo com os ideais do filósofo contratualista Jonh Locke configura-se como uma violação do “contrato social”, já quo o Estado não cumpre sua função de sustentar que os cidadãos consigam usufruir  de direitos imprescindíveis, como por exemplo, a igualdade presente no art. 5 da Carta magna. Logo, o atual panorama da ausência de medidas governamentais no quesito acesso ao conhecimento contribui significativamente para o aumento da disparidade social, sendo a transgressão estatal, a responsável.

Em segundo plano, destaca-se a falta de políticas públicas viáveis como impulsionador do problema. Segundo Émile Durkheim, o fato social, consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptarem às regras da sociedade em que vivem. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o empecilho em questão está absorto em um fato social, pois, a carência de leitores ativos está associada à inadimplência estatal, como foi abordado no parágrafo anterior, a ausência de ações do Estado é responsável pelo aumento da disparidade social . Nesse viés, a carência de políticas públicas facilita o agravo dessa problemática vulnerabilizando os cidadãos e o ideal de igualdade imposto pela Constituição.

Por fim, é imperioso que medidas sejam tomadas para amenizar esse quadro caótico. É perceptível, destarte, que ainda existem obstáculos na formação de um país igualitário. Dessa maneira, cabe ao Governo federal que é responsável por políticas nacionais e abrangentes, promover, por meio de subsídios, o fortalecimento das leis existentes, com a finalidade de garantir a distribuição gratuita de materiais de leitura, como por exemplo livros. Para que, assim, a Constituição federal seja de fato cumprida.