Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 31/10/2020

O filme norte americano “A menina que roubava livros”, representa o contexto da Alemanha nazista, onde a personagem principal, Liesel, rouba livros para lê-los, vivendo uma intensa transformação pessoal graças a sua leitura. Entretanto, paralelamente à contemporaneidade, a prática da leitura no Brasil ainda não é incentivada, não só pela desvalorização da leitura, mas também pelo preço alto dos livros, configurando um entrave a ser combatido.

Precipuamente, é fulcral pontuar a falta de debates sobre a importância do hábito de leitura com influenciador na consolidação da problemática. Nesse sentido, Hurgen Habermas, em sua teoria da ação comunicativa, explícita que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Dessa forma, para que a deficiência no hábito da leitura seja solucionado, é necessário dialogar sobre sua importância, servindo como caminho para as transformações sociais.

Outrossim, é válido ressaltar a negligência governamental como impulsionadora do problema. Concomitantemente a isso, a Constituição Federal de 1988, no seu quinto artigo, assegura que todos os cidadãos são iguais perante a lei, garantindo inviolabilidade do direito à igualdade. Contudo, ao basear-se na Carta Magma vigente e ao analisar o cenário atual de constante elevação dos impostos sobre os livros, feito pelo Ministério da Economia, os indivíduos de baixa renda são excluídos do público consumidor, elevando a taxa dos indivíduos que não praticam e nem possuem o contato com o hábito da leitura.

Dado ao exposto, faz-se mister que medidas sejam tomadas para a resolução do impasse. Dessarte, com o intuito de expandir o número de leitores na nação, torna-se necessário que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, seja revertido na compra de livros juvenis que atraem os jovens, como por exemplo: Harry Potter e outras sagas, e que as escolas promovam debates sobre a importância da leitura. Ademais, cabe ao Estado a promoção e a construção de novas bibliotecas municipais, principalmente em regiões periféricas, para que essa mazela da população tenha acesso ao conhecimento. Somente assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo o impacto nocivo da desvalorização da leitura, e toda sociedade terá seus direitos presentes na Constituição, preservados.