Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 02/11/2020

Na obra “A Menina que Roubava Livros”, após a morte do irmão, Liesel, com apenas 12 anos, rouba seu primeiro livro como uma tentativa de refúgio e uma união com a dura realidade que vivia na Segunda Guerra Mundial. Acerca dessa lógica, o incentivo familiar acerca da leitura na infância contribui, em maioria, para a desenvolução de um olhar crítico logo cedo.  Não obstante, o elevado índice de impostos cobrados na indústria literária influi, em geral, para a diminuição do número de leitores. Logo, ações estatais que desenvolvam os fatos fazem-se prementes.

Destarte, o adiantamento da leitura deve ser estimulado desde sua idade mais tenra, tendo a família um papel egrégio. Sob essa óptica, segundo a pesquisadora Ana Vieira da Cunha, “A literatura infantil é muito importante, ela contribui para o conhecimento, a informação e a interação necessária ao ato de ler, podendo assim influenciar de maneira positiva no desenvolvimento social, emocional e cognitivo da criança.” Nesse viés, como maneira de beneficiar a progressão infantil, o incentivo a leitura deve vir, primeiramente, de dentro da própria casa, visto que na infância serão formados hábitos que a criança poderá levar por toda sua vida. Desse modo, atos que acicatem essa realidade são importantes.

Outrossim, a exacerbada taxa de impostos inseridos na indústria dos livros influi, majoritariamente, no difícil acesso de parte da população à esses benefícios. Nessa conjuntura, de acordo com o jornal O Tempo,  segundo o projeto de lei mandado para a câmara, os volumes passariam a pagar uma alíquota de 12%, segundo avaliação do setor, os preços dos livros aumentaria 20%, agindo como um efeito em cascata, atingindo do fabricante do papel ao livreiro. À vista disso, com a desvalorização da indústria literária, a inobservância governamental nesse setor vai de encontro a realidade financeira de grande parte da população dificultando, em geral, o acesso a esses objetos e aos benefícios trazidos por eles. Por conseguinte, torna-se mais eficaz a realização de ações que incentivem a leitura social.

À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Educação, deve realizar campanhas de incentivo nas escolas e em locais públicos, como parques e praças, com a atividades  lúdicas e palestras, intentando à maior conscientização acerca dos benefícios que a leitura, introduzida desde a infância, pode acarretar no indivíduo e dos seus próximos. Ademais, o Ministério da Economia deve realizar políticas de incentivo à leitura e a produção de livros, investindo capitais em pequenas e médias editoras, buscando não apenas a diminuição do preço dos livros, como também a maior adesão do público. Por esses intermédios, a baixa adesão a literatura pode deixar de ser um imbróglio no País.