Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/11/2020
A prática da leitura, desde o princípio, tem sido de extrema importância para a formação de uma sociedade crítica; o filósofo Immanuel Kant, por exemplo, desenvolveu todo seu conhecimento e sua teorias por meio da análise e auto aprendizado. No entanto, nos dias atuais, o interesse literário vem perdendo espaço devido à era digital. A partir dessa análise, torna-se necessário discutir a respeito dos desafios que têm prejudicado a prática da leitura como o uso exacerbado das redes sociais e a falta de acesso a livros.
É válido ressaltar, a princípio, que a nova geração não possui o hábito de ler devido a prioridade que dão às mídias. Prova disso é evidenciado por dados divulgados pelo portal de notícias do globo (G1) que aponta uma perda de 5 milhões de leitores entre 2015 e 2019 o que, para a coordenadora da pesquisa, é resultado do uso das redes sociais no tempo livre ao invés de aproveitá-lo para a leitura didática. Somado a isso, de acordo com Zigmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez na educação e nas práticas literárias é resultado da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a era digital abriu espaço para que cada vez mais houvesse uma fragilidade de laço entre pessoas e a leitura didática, realidade oposta à modernidade sólida.
Ademais, por mais que uma parcela da sociedade se interesse pela literatura, o corpo social ainda sofre por não haver total acesso à obras literárias. Exemplo disso, a princípio, é exposto pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) que das 180 mil escolas brasileiras, 98 mil ou 55% não têm biblioteca escolar ou sala de leitura, além disso os altos custos para compra de livros é um sério entrave para a leitura no Brasil. Vale lembrar, historicamente, que a prática literária surgiu em 1810 quando a família real trouxe para o Brasil um acervo de livros e assim, D. João inaugura a primeira Biblioteca Nacional do Brasil, patrimônio bibliográfico e documental. Assim, conscientiza-se a respeito da importância e da necessidade do livre acesso à obras.
Portanto, primeiramente, é necessário que o governo em conjunto às instituições de ensino, promova, por meio de palestras, debates e diálogos relacionados a importância da leitura - haja vista que os jovens são facilmente influenciados - assim, garante-se a tentativa de viabilizar a prática literária entre a parcela jovem. Além disso, é importante investir em políticas públicas que ampliem o acesso aos livros e garantam baratear o custo das obras literárias e aumentar o número de bibliotecas. Assim, desenvolvendo na sociedade a prática de ler e a importância para o aprendizado como foi mencionado pelo filósofo, Immanuel Kant.