Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 17/11/2020

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, quando se observa a deficiência de medidas na luta contra a prática da leitura do Brasil. Verifica-se que esse preceito é constatada na teoria e não na desejavelmente na prática. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido a escassez das bibliotecas públicas, mas também ao baixo salário mínimo no Brasil.

Em primeiro plano, é importante ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a escassez das bibliotecas públicas. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos dos indivíduos, eliminar condições de desigualdade e, assim, promover a coesão social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, a acessibilidade aos livros é insuficiente a pessoas com baixa renda salarial, problemas de visuais dos indivíduos, e ao estado decadente de bibliotecas que são disponíveis pelo governo, que não atende as demandas da sociedade. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, o baixo salário mínimo dos Brasileiros também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo com dados do G1(Portal de Notícias da Globo), os salários são baixos por conta da baixa produtividade da economia Brasileira. Partindo desse pressuposto, percebe-se como o país está em carência em relação aos outros países, visto que ume pesquisa realizada pelo PIB( Produto Interno Bruto), constatou que o Brasil ainda não investe o suficiente e recomendado na prática da leitura, e está longe de aplicar o valor anual recomendado pela OCDE(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), assim tirando a oportunidade das pessoas a adentrar no mundo da leitura. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o baixo salário contribui para a perpetuação desse cenário caótico.

Portanto, em virtude dos argumentos mencionados é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Governo em parceria com ONGS(Organização não governamentais), será revertido em melhoramentos de  bibliotecas públicas e escolares, além de projetos sociais voltados para a prática da leitura, que será influenciado através das redes sociais e jornais online, uma vez que dessa maneira se perceba a importância da pratica de ler, com a finalidade de uma sociedade mais informada e menos alienada. Dessa forma, o preceito constitucional será solidificado no Brasil.