Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 03/11/2020
Segundo o filósofo John Locke, “ler fornece conhecimento à mente, pensar incorpora o que lemos.” Diante desse contexto, é visto que no Brasil, mais e mais jovens acabam deixando a prática de ler para trás. Devido ao acesso descontrolado da população a aparelhos eletrônicos, e o pouco incentivo familiar a leitura, essa prática fica cada vez mais distante da realidade do brasileiro. Com a alta dos impostos sobre livros, é visto que o acesso a leitura entre crianças e jovens, só piora; pois muitos acabam não tendo o desejo de buscar a leitura como uma forma de aprendizagem, devido à essa alta dos preços.
É relevante abordar, primeiramente, que o uso sem controle da tecnologia, e o pouco incentivo vinda dos pais, tem cada vez mais afastado crianças e jovens do hábito da leitura. Esse equivocado ato é confirmado pelo IBGE, o qual atesta que 40% das crianças brasileiras possuem smartphones. Logo, evidencia-se que a citada posição parental é um dos principais fatores que diminuem o desejo da população infantojuvenil a buscar hábitos de leitura.
Outro aspecto a ser acrescentado, é a dificuldade que o governo impõe sobre as livrarias na criação impostos, acarretando no aumento dos livros. De acordo com o site H2FOZ Notícias, desde o ano de 2012 o número de livrarias tem caído constantemente, passando de 3481 para 2500. Logo, é visto que não somente o leitor é prejudicado com a alta dos impostos, mais também como toda a cadeia produtiva, que abrange autor, ilustrador, designer, editor, gráfico, distribuidor e livreiro.
Destarte, a fim de erradicar a falta de incentivo e a dificuldade de acesso aos livros, entre crianças e jovens, severas mudanças devem ser feitas. Sendo assim, cabe ao Ministério da Economia, reaver o conceito de aumento dos impostos sobre livros, e através de um novo decreto aprovado na câmara, possa zera a cobrança de impostos. Ligado a isso, cabe ao Ministério da educação em parceria com as escolas municipais, por meio de debates e palestras, elucidar e advetir os familiares sobre a relevância da promoção literária e a respeito dos malefícios advindos do abusivo manuseio digital, respectivamente. Somente assim, o hábito de leitura estará cada vez mais presente na vida de crianças e jovens brasileiros