Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 03/11/2020
No início do século XX, com os regimes totalitários, por exemplo, os livros eram utilizado como meio de dominação à adesão das massas ao Governo. Contrário ao período supracitado, na contemporaneidade os livros são de suma importância educacional, embora o acesso a leitura apareça com certa limitação social, em virtude do discurso estilizado que o compõe e da falta de acesso por parte da população. Essa visão negativa pode ser significativamente minimizada, desde que acompanhada da desconstrução coletiva, junto à redução do custo dos livros para a maior acessibilidade. Em primeira análise, é evidente que a herança ideológica da produção literária, como um recurso destinado às elites, conservou-se na coletividade e perpetuou a exclusão de classes inferiores. Nessa perspectiva, segundo Michel foucalt, filósofo francês, o poder se articula em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coesão, os quais aumentam a subordinação do senso critico. Sob essa ótica, constrasta-se que o discurso hegemônico introduzido, na modernidade, moldou o comportamento do cidadão a acreditar que o acesso a obras literárias deve se restringir a determinada parcela da sociedade, o que enfraquece o princípio de que todos indivíduos têm o direito ao conhecimento e a uma educação de qualidade. Desse modo, com a concepção instituída da produção literária como algo facilitado a camadas mais altas, a leitura adquire o caráter elitista, contribuindo com a exclusão do restante da população. Em segunda análise, uma comunidade que restringe o acesso a cultura literária, por meio do acesso aos livros, representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Nesse sentindo, na teoria da percepção do estado da sociedade, de Durkheim, sociólogo francês, abrangem-se duas divisões: “normal e patológica”. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que um ambiente patológico, em crise, rompe com o seu desenvolvimento, visto que um sistema desigual não favorece o progresso coletivo. Dessa forma, com a disponibilidade ao acesso ao texto mais não ao conhecimento-que não leva em consideração a escassez que existe na sociedade- a prática a leitura torna-se inviável. Por fim, as instituições educacionais deve proporcionar aos indivíduos uma educação voltada a literatura coletiva, incentivando o hábito a leitura e as diversas formas de expressarem seus conhecimentos adquiridos, seja em forma de peças teatrais aberta para os familiares, ou até trabalhos escolares voltado a cultura literária. Tendo em vista, que o hábito da leitura não deve ser algo obrigatório para o conhecimento, mas como uma ferramenta indispensável para o ser humano.