Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 04/11/2020
O poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade afirmava que “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça , a quase totalidade, não sente esta sede.” Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade do hábito de leitura no Brasil, nota-se a necessidade de uma mudança, considerando a importância dos livros para a formação de um indivíduo.
Primeiramente, com a globalização, os meios tecnológicos tornaram um caminho para o conhecimento rápido e prático, deixando os livros em segundo plano. Segundo uma pesquisa realizada em 2015 pela agência NOP World, concluiu que o Brasil ficou em 27° posição no ranking da leitura. Já em 2019, isso se reverteu, mudando sua posição para 8° (oitava). Nesse mesmo ano, o MEC (Ministério da Educação) lançou o programa “Conta pra mim”, que consiste em ajudar famílias a instituírem o hábito da leitura em casa e estimularem o desenvolvimento dos filhos, sendo que os livros é uma importante fonte para a formação de um indivíduo.
Em consenso com o raciocínio anterior, torna-se importante mencionar que há uma tendência em transformar os livros físicos em digitais, conhecidos como e-books, que contribuem para a redução de papel e economia de recursos naturais. Nesse sentido, é interessante perceber que a internet estimula a leitura, porque exige a busca em vários sites que trazem endereços adicionais para complementar a pesquisa. As versões digitais dos livros são de durabilidade infinita e não há a preocupação de esquecer em algum lugar, além de prático para uma rotina corrida de qualquer pessoa, estando ali de fácil acesso.
Em suma, os livros são uma fonte rica em conhecimento, tornando-se fundamental para a formação de uma pessoa e uma sociedade. Desse modo, é necessário ampliar o número de bibliotecas virtuais não só no Brasil, mas no mundo todo, a fim de que um número maior de pessoas tenha acesso aos e-books, podendo ser criado programas pelo governo ou até mesmo por pessoas que se comprometam a isso, e promover a inclusão digital como forma de democratizar a informação.