Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 04/11/2020
(Redação refeita)*
A escrita cuneiforme, inventada por volta 3200 a.C na Mesopotâmia pelo sumérios, foi um grande passo para o surgimento do livro. Este objeto de tão grande valor ao conhecimento propiciou a ser humano adquirir e propagar seu valores e histórias. Porém, hoje no Brasil, apoiar-se nos ombros de gigantes professores e pensadores, ou seja, os autores, se mostrou um grande desafio na criação do hábito de leitura. Além de metodologias educacionais falhas, políticas econômicas se demonstram quase que inimigas da prática de leitura.
Em primeiro lugar, ler exige dedicação e incentivo. Porém, o Instituto Pró Livro demonstrou que quase metade da população brasileira não lê constantemente. Muito dessa triste realidade cultural ,segundo o educador Rubem Alves, é devido à imposição de leituras obrigatórias ao estudantes, aplicando-lhes provas e tediosos fichamentos desde o primeiro contato do aluno com o livro. Muitas vezes, obras clássicas quando impostas sem o desenvolvimento crítico e muito menos sem o hábito de ler, são exercícios extenuante aos jovens. Dessa maneira, pouco estimula-se o prazer pela leitura e pouco se aproveita da riqueza dessas obras.
Em segundo lugar, surge recentemente, julho de 2020, outro entrave para formar leitores no Brasil : a cobrança de impostos sobre a cadeia produtiva do livro. Antes disso, os livros ficavam livres de certas tributações como forma de incentivo à leitura. Porém, algumas propostas políticas se mostram contra a formação cultural e intelectual do brasileiro. Dessa forma, livros mais caros atingem negativamente o consumidor final ao ter seu acesso ao conhecimento dificultado pelo próprio país, ferindo ainda mais a democratização da cultura de leitura.
Percebe-se, portanto, um cultura brasileira não só de falta de leitores, como também de processos tanto educacionais como políticos que impedem a formação de cidadãos críticos e bem informados. Cabe ao Ministério da Educação confrontar propostas de leis que dificultem o acesso do livro pela população. Com isso, ao manter preços justos e até subsidiar a distribuição e produção de livros tanto para a população quanto para as escolas, o acesso à variedade de leituras abrirá um imenso leque para os jovens serem estimulados a ler de acordo com seus gostos e interesses, para que com maturidade intelectual sejam capazes de interpretar e comentar clássicos. A partir de ações como essas, criará -se um ambiente propício para a construção de uma nação leitora.