Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 05/11/2020
No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é veementemente transformada a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil hodierno, a prática da literacia não é amplamente apreciada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses. Sendo assim, a interferência e o apoio governamental torna-se indubitável para a crescente prática da leitura no país.
Em primeira análise, torna-se imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista a favor da educação, Malala. Sob tal viés, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, por consequência, as crianças que não leem possivelmente geram adultos que não manifestam gosto pela leitura. Nesse sentido, é notório a importância da intervenção popular na liquidação do problema supracitado.
Outrossim, outro importante aspecto a ser enfrentado é uso excessivo dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” ratifica o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literacia, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na internet, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Logo, é substancial acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial.
Em virtudes dos fatos mencionados acima, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Destarte, infere-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – juntamente com o Ministério da Educação, deve criar programas e concursos remunerados, por meio de cartilhas com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Com o intuito de incentivar, principalmente crianças e adolescentes, a despertarem o interesse pela literatura. Isso poderá ser executado através de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o fito de sanar os embates para a prática da literacia no Brasil. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.