Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 05/11/2020

A carência de leitura, há séculos, é um problema muito presente na sociedade brasileira. Esse problema deve ser enfrentado, uma vez que a leitura é fundamental para o desenvolvimento do cérebro. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a precariedade da educação brasílica e a metodologia ultrapassada.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de leitura deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Apesar disso, a educação brasileira está deveras precária, principalmente, por causa da falta de investimentos na educação básica, o que torna necessária a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo ressaltar a atual (e ultrapassada) metodologia educacional como promotora do problema. Assim, de acordo com uma pesquisa da Fiocruz, no Ensino Médio, 77% das escolas brasileiras não promove a leitura de livros recreativos ou apenas promove a leitura de livros eruditos, algo que provoca desinteresse na leitura, por parte dos jovens. Partindo desse pressuposto, pode-se mentalizar que deve haver uma reformulação do modo como a prática de ler livros é induzida aos jovens, para torná-la mais atrativa. Infelizmente, tudo isso retardada a resolução do empecilho, já que acaba por contribuir para a perpetuação desse quadro deletério.

Em suma, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por meio do Ministério da Educação seja revertido para educação básica e projetos culturais que fomentem a leitura cotidiana. Desse modo, atenuar-se-á em médio e longo prazo, o impacto nocivo da carência de leitura no Brasil.