Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 09/11/2020
Equidade é a forma de se aplicar o Direito, mas sendo o mais próximo possível do justo para ambas as partes. No entanto, quando observa-se o contexto brasileiro, têm-se desafios para a prática da leitura, visto que há a necessidade desse hábito nas pessoas, visando o progresso social. Logo, nota-se que esse problema, cuja causa relaciona-se à negligência estatal, gera consequências negativas para o desenvolvimento do indivíduo.
Mormente, é necessário pontuar o descaso governamental como motivo dessa adversidade. Conforme a Constituição Federal, promulgada com base nos Direitos Humanos em 1988, todos são iguais perante à Lei, sem distinção de qualquer natureza. Porém, esse direito de qualquer cidadão, garantido pela Carta Magna, é rompido ao analisar o panorama brasileiro de leitores, tendo em vista que há algumas dificuldades tributárias que dificultam a obtenção do hábito de ler, como o Projeto de Lei (PL) 3.887/2020, que prevê tributações nos livros. Dessa forma, percebe-se uma das causas dessa dificuldade.
Ademais, entende-se que há consequências nocivas ao avanço do corpo social. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura do Instituto Pró-Livro, 44 a cada 100 brasileiros não leem e 3 a cada 10 nunca compraram um livro. Analisando esses dados, têm-se em vista que há um sério problema entre os cidadãos do Território Nacional, podendo ocasionar em uma massa de analfabetos funcionais, com a capacidade de ler, mas com sérias dificuldades em interpretar e refletir sobre as notícias ao seu redor. Nesse sentido, também é possível entender o desempenho abaixo do normal de estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio, por exemplo, que requer a habilidade de interpretação de texto dos candidatos. Desse modo, verifica-se um dos efeitos desse imbróglio.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução dessa problemática. Posto isto, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com as escolas, propor um plano no Ensino Fundamental que incentive os alunos a desenvolverem o hábito da leitura por meio de ferramentas que despertem o interesse deles, como histórias em quadrinhos, por exemplo. Além disso, as escolas devem propor um dos horários de aula para os alunos debaterem entre si sobre as histórias que leram e qual o impacto delas no cotidiano para que os educandos já desenvolvam desde cedo a autonomia e reflexão sobre o mundo. Logo, espera-se que as obras literárias sejam mais acessíveis na rotina das pessoas no século XXI.