Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 08/11/2020

Historicamente, a vinda da família de Dom João, em 1808, foi responsável por medidas de modernização no Brasil como a melhoria na estrutura da cidade do Rio de Janeiro e a criação das universidades públicas. Desse modo, esses projetos relacionados a educação do país foram tardios, pois desde a chegada dos portugueses o desejo principal era a extração de matéria prima para a manutenção do lucro da metrópole. Por conseguinte, os desafios na prática de leitura são recorrentes devido a falta de interesse governamental na estruturação de um ensino libertador.

Nesse sentido, o sociólogo Florestan Fernandes, ao estudar o sistema de ensino no Brasil o caracterizou como incompleto, pois não chegava à periferia e ocasionava a escassez de interesse, pelos estudantes mais pobres, a prática de leitura e aprendizagem. Portanto, o método necessário para a modificação desse processo seria, de acordo com o autor, a “Democratização do Ensino”. Assim, ocorreria a transformação de toda estrutura escolar, visto que o processo educacional se tornaria revolucionário e libertador, a fim de acabar com a estrutura de ensino elitizada do país.

Outrossim, o filósofo grego Aristoteles ao estudar o método de criação e melhoria dos hábitos referentes ao conhecimento, verificou que a prática de exercícios físicos realizava o renascimento das ideias. Nesse caso, para a efetivação desse processo era necessário que os discípulos, denominados “Peripatéticos”, caminhassem ao redor dos pilares do Liceu para que o processo se efetivasse. Isso, reflete que o método tradicional de aprendizagem, dentro da sala de aula, não é uma estrutura que promove a ruptura de hábitos ruins, visto que, a renovação das ideias não é efetivada por um aluno que se mantém sentado por cinco horas.

Logo, é imperioso que o Ministério da Educação institua a modificação da grade escolar, referente as aulas de Português e Literatura. Para isso, é necessário que as escolas públicas aumentem a carga horária nessas áreas, a fim de criar campanhas de estímulo à leitura e além disso proporcionar a ruptura do sistema tradicional de ensino. Esse processo deve ser realizado com base no ensino grego, com a realização de aulas de leitura ao ar livre, inserindo os alunos ao pátio das escolas. Além disso, é fundamental a estruturação de uma ideologia sólida, com o uso de palestras e champanhas realizadas pelos professores da instituição, que expliquem os benefícios que a prática de leitura promove aos indivíduos, como a melhoria da memória, fala e escrita. Somente assim, ocorrerá a transformação do ensino, transferindo o acesso a todos e revolucionando o sistema a algo mais democrático com o intuito de finalizar os problemas relacionados a leitura e seus desafios, pois haverá o interesse do Estado nesse processo, reconhecendo como verdadeiro o lema “Brasil, um país de todos”.