Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 08/11/2020
Historicamente, o Brasil nunca foi um país que dava educação à população. Ainda durante o período colonial, os filhos dos ricos, tinham que viajar para a Europa para poder estudar e só assim um dia conseguir concluir a vida acadêmica.
Os intelectuais brasileiros, sempre foram os membros da elite do país. Os grandes escritores, engenheiros e médicos, sempre perteceram à parte burguesa. A primeira biblioteca nacional, foi criada em 1810 a partir da chegada da família real, mas ainda sim, foi um tempo bastante tardio em comparação aos Estados Unidos e Europa.
A preocupação brasileira com o incentivo à leitura, nunca foi de fato uma pauta, mas pelo contrário, serve apenas para encantar elitores no período eleitoral.
Livro no Brasil, é artigo de luxo. Serve apenas para fingir que é intelectual, ou muitas vezes é impossível comprar. Os altos preços bastante elevados por causa dos impostos de importação e a falta de valorização dos livros nacionais é bastante frequente e recorrente de uma cultura que prega o analfabetismo funcional como algo normal e bonito.
Ser um leitor brasileiro se torna uma tarefa que beira o impossível a cada dia. Ler um simples gibi, é algo bastante caro, quanto mais um livro grande com 400 páginas. As escolas, por exemplo, obrigam crianças a ler paradidáticos que muitas vezes são livros para pessoas mais velhas e isso tira completamente o interesse que as crianças poderiam despertar pela leitura.
O MEC, principalmente, deveria mudar o estilo de livros que são passsados e cobrados na escola, porque desse jeito não tem como criança alguma, criar interesse e amor pela leitura. Já o governo federal, poderia criar um projeto para diminuir os impostos aplicados nos livros, não aumentar o preço de algo que já é caro, como o presidente Bolsonaro tentou fazer. Se queremos um país avançado, devemos começar deixando os livros acessiveis para toda a população.