Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 09/11/2020
Falta incentivo
Desde os primórdios da antiguidade, a população sempre considerou a leitura e escrita como ferramentas fundamentais para o estudo e sobrevivência, pois se alguém não lê, essa pessoa é forçada a acreditar no que lhe dizem, sendo isso verdade ou não. Ou seja, a falta de leitura faz com que o indivíduo seja facilmente manipulado. Atualmente, é possível descrever tal impasse na sociedade brasileira, no qual as causas são nítidas e as consequências devastadoras. Portanto, urgem soluções.
Em primeiro lugar, é necessário o entendimento do porquê grande parte das pessoas não tem hábitos de leitura. É de conhecimento geral que o índice de analfabetismo diminuiu suas taxas nos últimos anos, entretanto, as crianças e jovens não são impulsionados a ler, por esse motivo, essas pessoas passam por longo períodos da vida sem encontrar uma boa razão para desenvolver a leitura, pois já sabem o ABC básico que aprenderam na educação infantil. Outro motivo, é que não há, ainda, o entendimento de quão benéfico esse ato pode ser, principalmente para fatores sociais, políticos e psicológicos.
Em segundo lugar, é comprovado cientificamente que as pessoas que possuem o hábito da leitura têm uma melhoria no desenvolvimento em níveis de caráter pessoal e profissional. Segundo o Instituto Pró-livro, quanto menor a renda por pessoa, visando condições sociais, maior o número de não leitores. Além disso, esses indivíduos não possuem um bom acesso à educação, tornando-se alienados em uma cultura de massa, muitas vezes sem conhecer seus direitos básicos como cidadãos brasileiros. Ademais, a psicologia afirma que a leitura pode sim, de uma maneira bem eficiente, evitar problemas de ansiedade e depressão, fato que deveria motivar ainda mais os jovens para a prática do ato de ler.
Diante disso, medidas são necessárias para resolver o impasse, é cabível aos adolescentes procurarem literaturas que os interessam, como contos fantásticos, suspenses ou romances; nas escolas primárias as crianças devem ser impulsionadas às leituras básicas, como os clássicos da literatura infantil, obras de Monteiro Lobato ou Maurício de Souza. Enquanto isso, o Ministério da Educação deverá efetuar feiras literárias a respeito de diversos assuntos atuais e propor aulas de Filosofia e Literatura sobre o tema tratado. É também vital que grandes nomes da Literatura contemporânea se unam e conversem sobre o assunto, dispostos a ouvir o que mais interessa o jovem do cotidiano, propondo, dessa maneira, livros com os conteúdos abordados e resolvendo esse problema social. Pois como já afirmou Mário Quintana: os verdadeiros analfabetos são os que aprendem ler, mas não leem.