Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 18/11/2020
Durante o período da Idade Média, o letrado era destinado apenas para membros do clero, por isso grande parcela da população não tinha acesso à livros e era analfabeta. De forma análoga, hodiernamente no cenário global, sobretudo o Brasil, enfrenta desafios relacionados à prática de leitura, ora devido aos novos hábitos culturais, ora por causa da precária educação básica. Destarte, tais fatores devem ser analisados para que se posso liquidá-los de maneira eficaz.
A priori, é imperioso destacar que o panorama supracitado é fruto dos novos hábitos culturais da sociedade moderna, uma vez que com o advento da Terceira Revolução Industrial e da internet, os livros perderam espaço para as redes sociais. Isso se torna mais claro ao se observar a fluidez e do imediatismo das pessoas do século XXI, as quais preferem passar mais tempo no “Instagram”, por exemplo, que possui um modelo de leitura muito mais superficial dando uma falsa impressão de informação e conhecimento. Dessa maneira, torna-se necessária uma intervenção para que essa questão seja modificada.
Outrossim, é imperativo pontuar que a análise apresentada deriva, ainda, da precária educação básica, tendo em vista que a falta de políticas socioeducativas voltadas para o hábito da leitura nas séries escolares iniciais desencadeie problemas como o analfabetismo funcional e o comprometimento da formação profissional de inúmeros brasileiros. Nesse âmbito, tais informações contradizem a Constituição Federal de 1988, a qual prevê a educação de qualidade como um direito social. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o imbróglio em questão. Para tanto, urge que as escolas, em parceria com as famílias, insiram discussões sobre esse tema, tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de palestras com a participação de especialistas, a fim de incentivar, desde a infância, a leitura e demonstrar sua importância. Soma-se a isso o papel do Ministério da Educação, por meio de capital do Tribunal de Contas da União, de investir no melhoramento da educação básica através do contrato de mais professores e construção de bibliotecas públicas, com o objetivo de aumentar o índice de leitores no país. Somente assim, a prática da leitura não será um desafio em nossa sociedade.