Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 17/11/2020

O filme americano: “Matilda” mostra a vida de uma menina de 5 anos que desde muito pequena sempre adorou os livros, apesar de não possuir o apoio da família que questionava sua inteligência diariamente. Fora dos filmes, não só a personagem enfrentara dificuldades para ter acesso ao conhecimento, no Brasil, é perceptível que o corpo social também se depara com desafios semelhantes, e isso se evidencia na quantidade insuficiente de livros, além da falha no sistema educacional escolar e familiar. Com efeito, resolver essa problemática, é imprescindível.

Primeiramente, a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país, e o Brasil está longe de atingir esse objetivo, haja vista que o cenário da prática de leitura entre a população está em crise comparado a outros países, motivado pelo número insuficiente de livros nas escolas públicas, o que contribui desinteresse por parte destes. Sabe-se que nem todos possuem condições de comprar um livro, e através das bibliotecas escolares é possível ter acesso gratuitamente. A terceira lei de Newton sugere que: “Para toda ação, existe uma reação”. Nesse sentido, ação do governo de não investir recursos educacionais, é impedir que os alunos desfrutem dos seus direitos, o que promove uma reação irreversível, como analfabetismo. Logo, é necessário impedir que essa questão se agrave.

Ademais, as escolas e famílias têm papel fundamental na formação do indivíduo, são elas as responsáveis no aprendizado e desenvolvimento da opinião crítica, contudo, se nem mesmo os profissionais da educação e a família não possuem hábitos de leitura, provavelmente seus alunos e filhos, respectivamente, seguirão o mesmo costume; afinal, no sistema educacional, os livros são usados somente para obtenção de nota, isto quando são usados, e esse problema causa danos no momento que o cidadão decide prestar o vestibular, que exige leitura e interpretação. De acordo com o escritor Rubem Alves: “As escolas podem ser comparadas à asas ou à gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou condições de exclusão”. Desse modo, é preciso reverter essa situação para que a leitura não seja vista como uma gaiola, mas sim uma asa.

Portanto, o Poder Executivo por intermédio do Ministério da Educação deve aumentar o número de recursos para a educação, com maior quantidade de livros não só didáticos, mas também de outros gêneros; além de ampliar o número de bibliotecas nas cidades para que o corpo social tenha acesso aos livros. Em adição, as escolas de início devem promover debates com base no estudo de obras literárias baseadas em filmes e avançar para obras mais complexas. As famílias devem adotar o hábito de leitura e incentivar seus filhos desde pequenos. A partir dessas medidas, espera-se que o Brasil mude esse cenário e que a leitura seja algo imprescindível independente da faixa etária.