Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 14/11/2020

No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é transformada quando ela inicia suas leituras. Fora da ficção, no Brasil atual, a prática da literacia não é muito apreciada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses.

Primeiramente, torna-se crucial destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, segundo uma fala da ativista a favor da educação Malala. Sob tal rumo, é necessário compreender que para o andamento das práticas literárias, é essencial impulsionar esses costumes. Assim, o primeiro contato é associado a um valor passado de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem esses hábitos no seu cotidiano, isto posto, as crianças que não leem possivelmente geram adultos que não manifestam gosto pela leitura.

Também, outro importante aspecto a ser refletido é o uso excessivo dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” afirma o quão prejudicial é normalizar as muitas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a frequência da literacia, já que há a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, como por exemplo os livros gratuitos ofertados na internet, os preços acessíveis aos “e-books” e a venda de livros reutilizados.

Com isso, é essencial acrescentar e manter a prática literária como interesse básico. Portanto, solicita-se que o Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – elabore uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos para uma leitura viável, de acordo com as faixas etárias. Isso poderá ser concretizado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento da leitura, desde um processo individual a um estímulo familiar, com o intuito de remediar os desafios para a prática da leitura no Brasil.