Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 14/11/2020
Leitura: o caminho para chegar a felicidade
A princípio, Aristóteles, filósofo grego, supunha que todas as ações tendem a ter um fim, sendo o término das condutas, a felicidade. No entanto, a indiferença governamental e a elitização do livro, ocasiona, por desfecho final, em um desafio para a prática da leitura no Brasil, refutando a linearidade para chegar a prosperidade, já que é uma problemática atual. É relevante abordar, primeiramente, que o Estado é o principal agente fornecedor de direitos mínimos ao corpo social, como o conhecimento. Entretanto, segundo o projeto de lei administrado pelo Ministério da Economia (ME) o livro terá um aumento equivalente a 20%, corrompendo os direitos inalienáveis da sociedade, visto que a sapiência não deve ser taxada, mas sim fornecida pela nação. Nesse sentido, observa-se a indiferença governamental na leitura do cidadão, opondo-se ao Monteiro Lobato, escritor, quando diz que “um país é feito de homens e livros”. Outrossim, vale ressaltar que a problemática se atenua com a elitização da leitura no Brasil, o que torna inviável sua democratização. Isso é retratado no livro “Quincas Borba”, de Machado de Assis, o qual ilustra a que camada social é destinada o livro, sendo comparado a uma virtude humana, e, assim, mostra que sua inacessibilidade não é feita pelo desinteresse do corpo social, mas pelo seu mercado aristocrata histórico. Depreende-se, portanto, a relevância de amenizar o imbróglio. Para que isso ocorra o Ministério da Educação (MEC), junto com as câmeras dos deputados, deve apresentar um projeto de lei para amenizar os impostos dos livros, visto que o acesso ao conhecimento é um direito. Isso terá o intuito de deixar mais acessível. Ademais, o Governo Federal deve destinar, dinheiro público, aos municípios para a construção de bibliotecas, com textos atuais, para que haja o desenraizamento da elitização da leitura e, por consequência, sua democratização. Espera-se, com isso, um Brasil com mais leitores, tendo a prosperidade como previsto por Aristóteles.