Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 16/11/2020
“O descontentamento é o primeiro passo para a evolução do homem”. A máxima expressa por Oscar Wilde faz alusão ao fato de que, a partir do momento em que o homem se encontra insatisfeito com a falta de hábito de ler e com as burocracias enfrentadas pela população, irá mudar sua postura em prol de que haja uma maior democratização do acesso à leitura para maior conhecimento. Diante disso, cabe analisar o porquê dos desafios para a prática da leitura no Brasil, bem como propor medida que visem à construção de um mundo com mais leitores.
É imprescindível ressaltar, de início, que o acesso à leitura já é algo precário, ainda mais por não criar o costume enquanto criança. Isso se da devido a falta de estímulo por parte das redes de ensino em que a maioria não instrui para a prática da leitura. Assim, as crianças crescem com sem saber a importância que ler tem que, se fosse o contrário, poderia criar uma sociedade mais leitora a partir dos jovens. Prova disso é que, de acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros com mais de 5 anos de idade não são leitores, provando a falta da leitura enquanto jovem.
Torna-se fundamental entender, também, que a taxa de alfabetização no Brasil ainda é baixa. Tal fato acontece na medida em que se percebe que tem pessoas que não leem apenas por não terem uma boa base escolar ou nem sequer isso. Por extensão, a população não alfabetizada não possuem o privilégio que uma boa leitura pode trazer. Isso pode ser evidenciado por meio de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação revelam que o Brasil ainda possui 11 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever.
Portanto, criar costumes e democratizar o acesso à leitura é essencial para a formação de uma sociedade melhor. Por isso, é de suma importância que o Ministério da Educação proponha o ensino da importância da leitura obrigatoriamente por meio dos professores nas redes de ensino para que crianças e jovens aprendam sobre práticas de leitura. E, por fim, que ONG’s criem projetos de ensino para pessoas que não são alfabetizadas para que elas possam disfrutar dos benefícios da leitura.