Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 16/11/2020
No filme “A Menina Que Roubava Livros”, a vida da personagem Liesel é veementemente transformada a partir do início de suas leituras. Fora da história fictícia, no Brasil, a prática da leitura não é amplamente apreciada. Essa realidade apresenta diversos impasses, principalmente no que se refere ao incentivo familiar e à interferência de outros interesses.
Em primeira análise, torna-se imprescindível destacar que “um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo”, conforme dito pela ativista a favor da educação Malala. Sob tal viés, é necessário compreender que para a execução das práticas literárias, o impulso para tais costumes é essencial. Dessa forma, o primeiro contato é associado a um valor que passa de uma geração para a outra, como desempenho de um incentivo familiar. No entanto, diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, fazendo com que as crianças se tornem adultos que não manifestam gosto pela leitura.
Do mesmo modo, outro importante aspecto a ser enfrentado é uso excessivo dos meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema Das Redes” ratifica o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais, pois mesmo que haja uma leitura passiva, não constata a utilização ativa da literatura, já que ocorre a exibição de imagens, vídeos e afins. Por isso, diversos modos para a junção da leitura com a utilização dos dispositivos virtuais são desenvolvidos, a exemplo dos livros gratuitos ofertados na internet, dos preços acessíveis aos “e-books” e da venda de livros reutilizados. Logo, é substancial acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial.
Diante desses aspectos é necessária a interferência do Governo Federal – instância máxima do Poder Executivo – que deve elaborar uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Isso poderá ser executado por meio de conceitos simples e fáceis sobre o desenvolvimento literário, desde um processo individual a um estímulo familiar, com a finalidade de sanar os desafios para a prática da leitura no Brasil. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.