Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 16/11/2020

“Um livro deve ser o machado que quebra o mar gelado em nós". Essa frase, do famoso escritor Franz Kafka, deixa bem claro o papel da leitura na nossa sociedade: quebrar barreiras entre classes e grupos sociais e trazer conhecimento para todos. O que acontece no nosso país, na verdade, é o contrário, já que livros estão cada vez mais se tornando artigos de luxos que apenas uma pequena parte da população pode comprar, refletindo na falta de interesse e contato das novas gerações para com a leitura.

A princípio, percebe-se que a literatura brasileira é muito forte e teve, ao longo da história, muitos autores que são respeitados no mundo todo, como Machado de Assis. Nessa lógica, era de se imaginar que houvesse por aqui um grande incentivo em promover tanto os novos escritores, quanto as clássicas obras que refletem uma parte da história do nosso país. O problema é que a leitura está cada vez mais sendo deixada de lado na nossa nação, e novas sanções do governo querem tornar os livros ainda mais caros e inacessíveis às classes baixas. Prova disso é o Projeto de Lei 3.887/2020, que se aprovado refletiria em um acréscimo de 12% nos impostos sobre obras literárias, as quais eram isentas de cobranças até esse ponto. Desse modo, os livros continuam a ir para as prateleiras dos mais privilegiados, a grande parte da população segue perdendo o interesse na leitura e os novos escritores desistem da profissão devido ao baixo número de venda de seus volumes.

Em suma, para que os livros se popularizem novamente, seria necessário a redução do custo desse produto. Primeiramente, cabe ao Governo criar benefícios e isenções para que as editoras se reergam e consigam publicar obras nacionais e internacionais com um preço acessível a todos. Além disso, é mister que as escolas e demais instituições de ensino incentivem os alunos a lerem, e tornem o ato algo prazeroso para os mesmos, e não uma obrigação como é atualmente, permitindo que os estudantes busquem pelos gêneros que se interessam. Assim, conseguiríamos retomar a prática de leitura no Brasil.