Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/11/2020
A Prensa de Gutenberg, criada no século XV, foi responsável por facilitar o acesso a livros, que até então eram copiados manualmente. Por consequência, a leitura vem sendo difundida de forma mais igualitária ao redor do mundo. Em contra partida, hodiernamente, no Brasil, ainda é possível observar que a utilização de livros não é uma prática comum, principalmente em alunos. Isso ocorre devido a fatores como a deficiência do ensino básico ao médio e a falta de incentivo à leitura na juventude. Portanto, é preciso buscar meios para resolver esses entraves.
Primeiramente, é importante relacionar a qualidade do ensino nas escolas com a iniciação da prática de leitura. Para se ler e compreender as informações passadas em um livro, é necessário ter conhecimento sobre a língua portuguesa formal, além de uma básica noção de interpretação de texto, entretanto, esses requisitos são deficitários entre jovens e adultos no Brasil. Isso é comprovado segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a qual afirma que mais da metade dos brasileiros ainda não concluiu a educação básica.
Ademais, dentre aqueles aptos para a leitura, ainda há a falta de incentivo, enquanto estudantes, no ambiente escolar. A não existência de ambientes propícios para exercer a atividade nos colégios desmotiva os estudantes, ao passo que os livros nesses locais estão restritos a uma forma estudar para as avaliações. Como consequência, segundo o Instituto Pró-livro, quase metade da população brasileira não lê e aqueles que leem, concluem apenas 2 obras por ano, uma média relativamente baixa.
Desse modo, urge a necessidade da atuação do Estado nos ambientes escolares para a transformação desse cenário. O Ministério da Educação - responsável por garantir o ensino de qualidade - deve realizar transformações estruturais no ensino, a fim de não só aumentar como também preservar a prática de leitura. Isso deve acontecer por meio da criação de clubes de leitura, onde livros serão estudados semanalmente, além hora extra em aulas de português e interpretação como complemento.