Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 19/11/2020
No filme, “A menina que roubava livros”, é retratada a história de Liesel, uma garota que tem a vida transformada veementemente depois que começa suas leituras. Da mesma forma que essa personagem fictícia foi impactada pelas leituras, muitas pessoas até hoje, que têm o hábito de ler, adquirem mais conhecimento e crescem com um desenvolvimento intelectual maior. Todavia, a prática da literacia não é amplamente apreciada, evidenciando-se um índice baixíssimo dessa cota no Brasil. Nesse contexto, deve-se discutir os desafios que levam a supressão da leitura, como a interposição de outros afazeres e estímulos familiares.
Primeiramente, é importante destacar que, em função das novas tecnologias, desde crianças até adultos estão substituindo os livros por outros entretenimentos, como internet, programas na televisão e principalmente, redes sociais. Ademais, uma pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, indica que 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro, ilustrando uma aparente falta de interesse. Com o fim de refrear essa situação, foi-se proporcionado os livros em formato digital, os conhecidos “e-books”, com preços mais acessíveis e mais práticos para aqueles que preferem o uso de eletrônicos até nas atividades mais simples. Portanto, é necessário acrescentar e manter a prática literária como interesse primordial.
Outrossim, hábitos de leitura tendem a se manifestar, em sua maior parte, durante a infância, com crianças sendo estimuladas pelos pais a terem um rotina diária. De acordo com uma análise feita pelo programa de Gutennews, 28% das pessoas não leem simplesmente pela falta de prazer nessa atividade; ao passo que 20% não aprendeu a fazer isso. Indubitavelmente, o objetivo também é que a leitura seja apreciada por prazer e a partir dos dados expostos, percebe-se que diversas famílias brasileiras não adquirem essas ações no seu cotidiano, por consequência, as crianças que não leem possivelmente serão adultos que não manifestam gosto pela leitura.
Portanto, infere-se que o Governo Federal deve ampliar publicamente o Projeto Itaú: “Leia para uma criança”, elaborando propostas de destinar mais livros as escolas e fazer uma cartilha com informações básicas sobre os procedimentos de uma leitura viável para cada faixa etária. Bem como, os pais devem também oferecer incentivo à leitura desde a infância, por meio de assinaturas em programas didáticos, como a “Leiturinha”. Assim, estimulando a imaginação e a criatividade das crianças, além de enriquecer-lhes o vocabulário. Enfim, a partir dessas ações, os brasileiros poderão ter suas vidas transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.