Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 17/11/2020
Jean Jacques Rousseau, filósofo iluminista, afirma que o progresso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à autonomia social dos cidadães que a compõem. No entanto, no panorama contemporâneo, os desafios para a prática da leitura no Brasil vai de encontro à máxima de Rousseu, evidenciando uma das graves crises da sociedade hodierna. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de incentivo familiar e escolar, bem como o preço inacessível para as classes sociais mais baixas.
Advém ressaltar, a princípio, o baixo incentivo tanto no âmbito familiar quanto no escolar faz com que a criança não cultive um habito de leitura. Sob esse aspecto é cabível relacionar essa realidade com a perspectiva de Carlos Drummond de Andrade, em seu poema ‘‘No Meio do Caminho’’, são mencionadas repetidamente pedras no decorrer dos versos o que pode ser classificado como obstáculos que impedem a concretização de avanços na sociedade. De maneira análoga, a falta de apresentação de livros que pendam a atenção das crianças acaba sendo uma pedra no caminho para a construção de um ótimo leitor. Dessa forma, os pais e professores deveriam ser instruídos para melhor orientação da criança.
Outrossim, o custo de livros não é nada acessível para famílias de baixa renda. O intitulado ‘‘Brasil: um país do futuro, é um livro escrito por Stefan Zwing no tempo em que esteve exilado no Rio de Janeiro. Em contraste a celebre frase do escritor é irrefutável afirmar que o país está muito longe de corresponder tal estereotipo idealizado, uma vez que falta programas sócias que ajudem a baratear ou ate mesmo isentar o custo dos livros para as populações mais carentes. Desse modo, famílias que mal tem acesso ao básico para sobreviver tampouco terá dinheiro para gastar com livros.
Infere-se, portanto, que o Estado tome providencias para amenizar o quadro atual. Para que os desafios a prática da leitura sejam combatidos, urge que o governo federal a partir do MEC, crie campanhas e projetos com a distribuição de livros para as crianças poderem entrar em contato com a leitura desde cedo, por meio de escolas e midias digitais. Assim sendo, o Brasil torna-se-á justo e coeso aproximando-se do contrato social proposto por Rousseau.