Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 22/11/2020

De acordo com o levantamento do jornal Edição do Brasil, 44% da população não tem o costume de ler. As escrituras são um dos meios mais antigos de registro de conhecimento, através dela as pessoas se previnem da ignorância e abrem novas fronteiras para seus pensamentos. Porém, no século XXI, a leitura ainda é subestimada por muitos, considerada monótona ou improdutiva e perdendo espaço para vários meios de entretenimento. Por isso é mister discutir sobre as oportunidades ofertadas pelo hábito e o motivo de sua rejeição.

Primeiramente convém citar René Descartes: “A leitura de todos os bons livros são uma conversação com as mais honestas pessoas dos séculos passados”. E com isso podemos interpretar a ação de ler como uma maneira de olhar tempos passados. Assim, se livrar da ignorância e tomar melhores decisões no futuro. Porém, apesar de todos os benefícios, a população em geral não sente essas necessidades, pelo fato de não terem acesso facilitado aos livros, principalmente em óticas de precificação dos mesmos.

De maneira complementar, a tecnologia nos aparelhos eletrônicos contribui para a fuga de foco na leitura. Em tempos de conexões fáceis, onde usuários gastam mais de duas horas do dia em redes sociais segundo o blog Oberlo, comunicações mais rápidas e prazos mais curtos, a leitura dá lugar a outros métodos de ensino considerados mais produtivos. Sob o mesmo ponto de vista, a internet disponibiliza esses conteúdos de maneira condensada e mais branda, porém não é o suficiente para substituir todas as vantagens de um livro.

Em suma, esse é um tempo de competições entre leitura e outros meios de ensino, contudo é mister destacar sua importância. Primeiramente, o Estado ,em parceria com escolas e ONGs, tem o poder de criar ações com doações de livros nas instituições de ensino a fim de incentivar o hábito de ler. Consequentemente, se mais pessoas leem, mais vendas de livros acontecem e menores ficam os preços, gerando mais um motivo para que pessoas se sintam instigadas a experimentar a leitura. Assim, se a maioria da população tiver esse hábito, poderão sugerir como descartes e não repetir os erros no futuro, com uma democracia mais culta e mente mais aberta.