Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/11/2020
No livro “A Menina Que Roubava Livros”, de Markus Zusak, a vida da personagem Liesel muda completamente a partir do início de sua leitura, incentivada por seus pais, após notar que poderia usufruir desse hábito para fugir do mundo real. Fora da ficção, constata-se que essa prática não é amplamente apreciada. Dessa forma, é válido analisar a maneira como o hábito da leitura no Brasil é cada vez mais difícil, mesmo com o fácil acesso da atualidade.
Em primeiro plano, pode-se pontuar a desigualdade social seguida por séculos, em que apenas a nobreza e classes altas tinham acesso à leitura, enquanto os mais inferiorizados não tinham sequer direito de ler e escrever. No entanto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) esse fato não foi alterado, já que a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 6,6% (11 milhões).
Analisando mais profundamente, vale destacar a falta de incentivo familiar, visto que o percentual de leitores brasileiros com ensino superior passou de 82% em 2015 para 68% em 2019, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Vê-se como evidência, além disso, o aumento dos preços dos smartphones no mercado em consequência do crescimento da compra. Dito de outro modo, repara-se o quão prejudicial é normalizar as diversas horas nas redes sociais.
Portanto, infere-se que o governo deve unir-se às empresas, fazendo com que haja maior acesso de livros às populações mais pobres e projetos de alfabetização dos mesmos. Além disso, o papel da família é imprescindível nesse caso, incentivar a criança desde pequena a ler e, assim, muitas vidas serão transformadas pelos livros, como visto em “A Menina Que Roubava Livros”.