Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 05/12/2020

No filme de comédia infantil ‘‘Matilda’’ é retratada a infância da personagem Matilda, a garotinha é muito esperta, ama os livros e, por estar sempre rodeada por eles torna-se uma menina criativa e cheia de imaginação. No entanto, fora da ficção repara-se que a realidade brasileira é outra, uma vez que muitas pessoas ainda não possuem o hábito de ler, tornando cidadão mais alienados, pois as obras são capazes de desenvolver o senso crítico. Sendo assim, nota-se os desafios para a prática de leitura no país, seja pela falta de incentivo na infância, seja pela escassa democratização do acesso aos livros.

Em primeiro lugar, é válido frisar que campanhas como “Leia para uma criança” divulgada pelo banco Itaú são necessárias para a sociedade, já que ressaltam a importância da leitura, especialmente, na fase de alfabetização do indivíduo. Entretanto, sabe-se que no Brasil o incentivo a prática decodificar os livros não são comuns, na maioria das vezes os pais não dão atenção para as obras e, as crianças não criam o hábito de ler. Ademais, é possível analisar que na população brasileira apenas 30% dos responsáveis lêem para os filhos, segundo a plataforma Minhavida. Logo, essa problemática pode ser acarretada até a idade adulta formando pessoas mais leigas e alienadas, porque não sabem interpretar o que acontece na coletividade, desse modo, medidas devem ser tomadas para reverter essa questão.

Em segunda análise, é oportuno comentar sobre a disponibilidade das obras literárias desde quando família real portuguesa e sua corte se estabeleceram no país, foram instaladas bibliotecas para que essa mínima parcela elitizada pudesse ter acesso a educação e literatura de qualidade. Apesar desse acontecimento ter ocorrido há mais de 200 anos, é nítido que os altos preço dos instrumentos didáticos ainda percorrem o atual cenário brasileiro. Além do mais, observa-se poucas livrarias públicas nos municípios, conforme o Instituto Nacional de Geografia e Estatística, apenas 23% das cidades no Brasil dispõem desse estabelecimento, sendo assim, pessoas que não possuem uma renda alta não conseguem comprar esses materiais educacionais. Posto isso, é necessário reverter esse quadro de descaso por parte do Estado, enraizando o infortúnio na cultura capitalista e aristocrata.