Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 04/12/2020
É fato que a leitura é uma atividade de enorme importância, que traz inúmeros benefícios ao intelecto, como o aprimoramento do vocabulário e, também, à saúde mental. No entanto, a prática da leitura encontra desafios nos dias de hoje, seja pela desigualdade social e a falta de acessibilidade aos livros, seja pela falta de investimento na educação e a evasão escolar. Dessa forma, medidas devem ser tomadas com o intuito de atenuar os desafios existentes.
A princípio, de acordo com dados da pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, cerca de 44% da população brasileira não tem o hábito de ler. Isso se deve, em grande parcela, à desigualdade presente na sociedade, já que existe uma diferença gritante entre a renda de pessoas da classe alta e da classe baixa. Essa diferença influencia diretamente na leitura, pois a população de baixa renda encontra dificuldades na compra de livros e mesmo materiais escolares devido às suas condições monetárias. Além disso, a pouca disponibilidade de livros em escolas e bibliotecas públicas é um grande empecilho à prática de leitura pela parcela mais pobre da sociedade. Desse modo, medidas devem ser tomadas com o propósito de trazer inclusão e oportunidades igualitárias a todos.
Ademais, segundo o estudo feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Brasil possui aproximadamente 16 milhões de analfabetos. Nesse sentido, é visto que o analfabetismo é um dos maiores desafios para a leitura no país e ele ocorre devido a falta de investimentos do Governo na educação e o abandono escolar. Este, é uma realidade comum de jovens que, em busca de trabalho para seu sustento e também pelo convencimento de que não valeria a pena continuar os estudos, abandonam as escolas, o que afeta não somente a área de educação, como também aumenta o número de desemprego. Por esses dois motivos, muitos brasileiros não têm a oportunidade de ter uma educação de qualidade, estando sujeitos à uma péssima educação pública ou mesmo nenhuma educação.
Portanto, cabe ao Governo garantir o direito à educação previsto pela Constituição federal, por meio de uma maior distribuição de livros em escolas, universidades e bibliotecas públicas, visando diminuir a desigualdade social e incentivar a prática da leitura. Outrossim, compete também aos Órgãos Governamentais ampliar o investimento na área educacional, por meio da contratação de profissionais qualificados para os cargos de professores, bem como a construção de mais escolas por todo o país, em busca de diminuir do número de analfabetos no Brasil. Deste modo, será possível promover oportunidades mais justas e aumentar a quantidade de leitores no país.