Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Na atualidade, possuímos consciência de como a história do Brasil se iniciou, uma vez que Pero Vaz de Caminha retratava os acontecimentos no litoral brasileiro em suas cartas, que tinha como destinatário o Rei de Portugal. Hoje, a leitura é a principal forma de se adquirir conhecimento e consequentemente liberdade. Contudo, o hábito da leitura é uma realidade distante para muitos, seja pela desigualdade ou pela educação brasileira.

Em primeira mão, a desigualdade social está entre as causas dessa adversidade. Historicamente, a política de latifúndios, na qual, brancos e ricos detinham privilégios e gozavam de benefícios únicos, arrastou-se por séculos, o que provocou o surgimento de comunidades carentes e marginalizadas. Dessa forma, esses indivíduos, por conta de sua classe social, saem em busca de caminhos alternativos, a fim de reverter sua condição financeira, distanciando-se cada vez mais da escola e da leitura.

Em segunda análise, de acordo com Jean Jacques Rousseau, filósofo francês, cabe ao estado melhorar a condição do homem em sociedade, no entanto, no Brasil tal fato não ocorre. Conforme o Ministério da Educação (MEC),  16 milhões de brasileiros são analfabetos. Nesse contexto, verifica-se a negligência do estado, pois essa realidade, impossibilita o crescimento econômico e social dos cidadãos e do país. Logo, a desigualdade social, adicionada ao péssimo ensino brasileiro, garantem o distanciamento da educação e da leitura.

Entende-se, portanto, que a privação da leitura é resultante de discrepâncias econômicas associada a um Estado ineficaz. Por isso, cabe ao Governo que incentive programas socioeconômicos como o Bolsa Família e o Fome Zero, com disposição de viabilizar mais recursos, para uma abrangência significativa, a fim de amenizar e diminuir disparidades socioeconômicas. Ademais, o MEC deve inserir aulas voltadas à leitura e sua importância no ensino fundamental e médio, além de ampliar os investimentos voltados para essas áreas, a fim estimular a participação daqueles afastados do mundo escolar e do universo da leitura.