Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 25/11/2020
Com avanços tecnológicos da terceira Revolução Industrial, a sociedade se afastou cada vez mais dos hábitos de leitura, levando ao fechamento de diversas livrarias pelo país. Por conseguinte, a alta no preço dos livros gerou maior desinteresse em ler, além do surgimento de adaptações cinematográficas e televisivas, um meio mais atrativo para a maioria da população. Dessa forma, a negligência governamental e o interesse empresarial no meio literário corroboram a ausência do hábito de leitura no Brasil.
Em primeiro plano, é válido destacar que o descaso do Estado políticas públicas educacionais fomenta o controle nefasto na falta de leitura. Indubitavelmente, de acordo com o educador Rubem Alves, existem dois tipos de escola: a gaiola, que propaga conhecimento cognitivo; e a asa, que ensina a arte do voo e forma cidadãos críticos. Nessa perspectiva, no momento em que não há investimento do Estado por uma educação transformadora e aprova modelos de ensino conteudista que ‘’engaiolam’’ os alunos e promovem um bloqueio sobre a importância do hábito de leitura e como ela interfere diretamente processo de análise crítica e síntese.
Outrossim, evidencia-se que as empresas capitalistas do ramo literário auxiliam a perpetuação da falta do hábito de leitura. Sob esse viés, as editoras e livrarias ao aumentarem o preço dos livros no mercado, intensificam ainda mais a falta de interesse e assim o fechamento de livrarias pelo país. Assim, formando cada vez mais gerações que não fazem questão e não enxerguem a importância em ler.
Torna-se evidente, portanto, que a negligência do Poder Público e o interesse capitalista empresarial estimulam os desafios para a prática de leitura no Brasil. Desse modo, cabe à escola promover atividades pedagógicas motivacionais desde a infância, por meio de horários destinados apenas para leitura, dinâmicas em grupo - que versem sobre cidadania. Assim, em um futuro a médio e longo prazo, será possível formar futuros adultos capazes de terem opinião crítica e incentivem seus filhos a praticarem o hábito de leitura, diminuindo essa mazela exponencial que a cada ano cresce no país.