Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 21/11/2020

Promulgada pela ONU (Organizações das Nações Unidas) a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à cultura, e à educação. Contudo, a falta da prática de leitura no Brasil impossibilita que parcela da população tenha acesso a esse direito. Nesse viés, essa problemática é um desafio no país, devido à dificuldade de acesso ao livro, e à escassez de incentivo para a leitura.

De início, é inquestionável que a leitura tem papel fundamental para formação de uma sociedade pensante. No entanto, a dificuldade de acesso ao livro impossibilita o desenvolvimento dos cidadãos, isso porque, com os preços cobrados esse importante instrumento de transformação social é limitado apenas à uma parcela da população privilegiada economicamente. Nesse sentido, segundo o escritor brasileiro Barão de Itararé, “os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes.” Sob essa ótica,  a escassez de acesso ao conhecimento através da leitura ocorre devido a desigualdade social que aflige o país e segrega os indivíduos, fazendo com que uma parte da sociedade seja afastada dos seus direitos.

Faz-se mister, ainda, salientar o sistema educacional e familiar como principais impulsionadores dos desafios para a prática da leitura no Brasil, isso acontece devido á uma questão cultural do país que não incentiva a busca por conhecimento  através dos livros. Nessa perspectiva, de acordo  com o provérbio Africano, para educar uma criança é necessário toda uma aldeia. Diante de tal contexto, para criar o hábito da leitura numa criança é necessário todo envolvimento da sociedade. Conquanto, isso não é visto atualmente, devido ao novo modo de vida, no qual ler se tornou algo distante das realidades  e das ações mecânicas dos indivíduos, isso porque a importância do livro não é reconhecida na sua forma máxima.

Infere-se, portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem o aumento do acesso à cultura e educação através dos livros. Logo, cabe ao MEC (Ministério da Educação) maximizar o acesso ao livro, com livrarias públicas e ainda a implantação de livrarias nas escolas com livros para todas as faixas etárias e de livre acesso a toda a população, deve ser realizada por meio de doações de livros por órgãos responsáveis e pela população. Além disso, cabe ao Estado, fomentar  a leitura, com campanhas publicitárias abordando a importância da leitura para a população, deve ser ser realizado visando atingir principalmente os pais, por meio de profissionais da área. A fim de,  garantir o acesso ao livro e impulsionar o hábito leitor nos cidadãos, assegurando assim, o acesso aos Direitos Humanos na prática.