Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 23/11/2020

No filme “A Garota que Roubou Livros”, a vida da personagem Liesel mudou completamente desde o início da leitura. Além da história fictícia, no Brasil de hoje, a prática da alfabetização não foi amplamente reconhecida. Essa realidade tem trazido alguns impasses, principalmente em termos de incentivos familiares e outras interferências de interesses.

Em uma primeira análise, deve ser enfatizado que, como dizem os ativistas educacionais de Malala, “livros, canetas, crianças e professores podem mudar o mundo”. Sob tal viés, é necessário entender que o impulso a esse costume é essencial para a implementação da prática literária. Portanto, como expressão da motivação familiar, o primeiro contato está associado ao valor passado de uma geração à outra. No entanto, várias famílias brasileiras não realizam essas ações no dia a dia, portanto, crianças que não leem podem gerar adultos que não expressam seus “hobbies”.

Além disso, outro aspecto importante a ser enfrentado é o uso excessivo de meios eletrônicos. Nesse sentido, o documentário “O Dilema da Internet” prova o quão prejudicial é regular a jornada de trabalho nas redes sociais, pois mesmo com a leitura passiva, não se pode verificar o uso ativo da alfabetização, pois há exibições de imagens, vídeos e afins. No entanto, as pessoas desenvolveram vários métodos que combinam a leitura com dispositivos virtuais, como livros gratuitos disponíveis na Internet, preços razoáveis ​​de e-books e a venda de livros reutilizáveis. Logo, é importante aumentar e manter a prática literária.

Portanto, pode-se inferir que o governo federal (instância máxima do Executivo) deve redigir uma cartilha que contenha informações básicas sobre os procedimentos de leitura viáveis ​​para cada faixa etária. Isso pode ser feito por meio de um conceito simples de desenvolvimento literário, desde processos pessoais até estímulos familiares, para enfrentar os desafios da prática de alfabetização no Brasil.