Desafios para a prática da leitura no Brasil

Enviada em 12/12/2020

A expressão “Sei que nada sei” de Sócrates é uma reflexão acerca da necessidade de reconhecimento da própria ignorângia, pois somente assim é possível buscar o conhecimento verdadeiro. Assim, práticas como a leitura podem ter grande influência na busca por conhecimento, já que revelam histórias, fatos, acontecimentos, filosofias e reflexões que intensificam o pensamento humano. No entanto, a leitura não é uma prática comum no Brasil devido à falta de livros e bibliotecas em algumas cidades, além da substituição do tempo para leitura por jogos e redes sociais.

Em primeiro lugar, a falta de recursos para livros e a falta de bibliotecas em muitas cidades refletem na prática da leitura, sendo ela muito prejudicada. Como mostra o filme “Bacurau”, em que uma cidade do interior recebe livros, muitas vezes destruídos, somente durante o período eleitoral, muitas cidades precisam priorizar seus recursos para outras atividades mais urgentes. Dessa forma, a leitura acaba sendo colocada de lado e sua prática é reduzida, o que resulta em crianças, jovens e adultos que não buscam novas experiências através dos livros ou não conhecem mais sobre a realidade deles e de outras pessoas, pois os livros são ótimas formas de propagar conhecimento e combater a desigualdade.

Além disso, a prática da leitura apresenta uma grande interferência dos recursos tecnológicos. Isso porque, como apresentado na série “Gilmore Girls”, em que a personagem Rory prefere ler livros ao invés de usar as redes sociais como os outros jovens com quem convive, as pessoas são mais atraídas por jogos, celulares e redes sociais do que por um livro. Com isso, os livros acabam sendo abandonados e deixam de ser considerados interessantes, pois o tempo parece ser mais bem gasto em outras atividades que nem semprem acrescentam a vida dos jovens ou adultos como os livros poderiam acrescentar.

Desse modo, incentivar a prática da leitura se torna uma necessidade para valorizar o conhecimento na sociedade. Para isso, o Ministério da educação deve garantir que todas as cidades tenham acesso igualitário aos livros, por meio da criação de um fundo literário, o qual recolherá recursos para a compra e distribuição de livros para as cidades em geral, o que irá permitir que as crianças, jovens e adultos possam ter acesso aos livros. Outrossim, o Minitério da Educação deve combater a substituição da leitura por redes sociais, por meio de palestras informativas, as quais ocorrerão em escolas e universidades alertando sobre a importância da leitura, para que os jovens se sintam incentivados a reservar um tempo para ler.