Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 23/11/2020
Em novembro de 2007, foi lançado o primeiro Kindle, um leitor de livros digital, a fim de facilitar a leitura e o acesso aos livros por meio de um dispositivo. Apesar de avanços como esse, não são todos que são adeptos das práticas de leitura em nosso país, onde o acesso à eles é limitado e muitas das vezes fora da realidade de muitos. Hoje, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto Pró-Livro, apenas 56% da população pratica hábitos de leitura no país, número esse que vêm diminuindo cada vez mais por conta das dificuldades enfrentadas pelos leitores brasileiros, seja elas as dificuldades financeiras, ou a falta de incentivo em seu meio social.
Em primeiro ponto, vale destacar a falta de incentivo para leitura, especialmente nas escolas. De acordo com Luís Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), hoje apenas 70% dos nossos professores se consideram leitores, número ruim se considerarmos que são profissionais dos quais necessitam muito da leitura. No entanto, isso muito se dá pelo modo de como o livro é encarado em nosso cotidiano, como apenas um instrumento que utilizará numa prova, não sendo apresentado de uma forma com que se interesse mais por ele e o veja de outra maneira, tornando a relação entre a pessoa e a leitura algo forçado e não espontâneo, desestimulando-a facilmente.
Em segundo plano, vale ressaltar as desigualdades sociais, existentes desde o período colonial onde apenas os nobres tinham acesso à leitura, sendo proibidos os escravos de se alfabetizarem, ou terem contato com algo do tipo. Realidade que se passa até nos dias de hoje, sendo que ainda pessoas de baixa renda não conseguem ter acesso aos livros com a facilidade. De acordo com dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 12 milhões no país são analfabetas. Isso comprova que, a desigualdade de classes, torna difícil a criação de hábitos de leitura.
Torna-se evidente, portanto, que deve-se ter um maior incentivo do Governo Federal para a leitura, unindo forças dos poderes públicos e privados, através de oficinas e eventos culturais, a fim de que haja um maior acesso aos livros, através de atividades lúdicas e recreativas, visando especialmente a parcela mais pobre da população, mostrando a importância do livro e valorizando mais a leitura. Além disso, a família juntamente com as instituições de ensino, devem estimular mais o indivíduo em formação a ler, adaptando-os desde cedo com a leitura através de projetos.