Desafios para a prática da leitura no Brasil
Enviada em 24/11/2020
Conhecido como um instrumento capaz de agregar conhecimento à vida das pessoas, o livro se faz presente na sociedade, de forma mais democrática, desde a invenção da máquina de imprensa, desenvolvida por Gutenberg. Entretanto, a prática da leitura não se efetiva entre os brasileiros, visto que as famílias não possuem o hábito de lerem e a formação tecnicista impede o aluno de desenvolver o desejo espontânea pela leitura.
Constata-se, a princípio, que a prática da leitura é um processo gradativo que deve ser iniciado na infância, com o incentivo primordial da família. O psicólogo Albert Bandura, especialista em aprendizagem social, destaca a habilidade da criança em reproduzir comportamentos de pessoas ao seu entorno, para ele o indivíduo é “moldado” a partir do ambiente de convivência que está inserido. Portanto, a falta de referência de familiares leitores faz com que a criança despreze o hábito da leitura, contribuindo dessa forma com uma sociedade sem apreço pelos livros.
Ressalta-se, ademais, que os incentivos à leitura são limitados por parte de escolas que se fundamentam no ensino tecnicista. Esse modelo educacional é pautado na rigidez em que as matérias são ensinadas. No entanto, tal método contribui significativamente com a diminuição de jovens leitores, dado que esse sistema educacional não estimula o estudante a adquirir interesse espontâneo pelos livros. Desse modo, evidencia-se que a prática da leitura se constitui além de apenas ensinamentos técnicos.
Portanto, com o intuito de tornar a leitura um hábito entre os brasileiros, torna-se necessário a aplicação de algumas medidas. A Secretaria Nacional da Família, deve distribuir gratuitamente livros infantis à todas as famílias interessadas em recebê-los, como forma de incentivo a leitura desde a infância. Além disso, torna-se necessário que o Ministério da Educação apresente os problemas da formação tecnicista, por meio de propagandas nas redes sociais, pois, dessa forma, a leitura não será vista apenas como obrigação e sim como ferramenta de prazer e conhecimento.